Política Editorial
Última atualização: 19 de abril de 2026
Sumário
- Declaração de independência
- Política de uso de fontes e apuração
- Política de diversidade
- Política de apoio eleitoral
- Política de correção de erros
- Identificação de autoria
- Identificação de conteúdos patrocinados
- Transparência de financiamento
- Política de uso de inteligência artificial
- Ambiente de trabalho e combate ao assédio
- Declaração de acessibilidade
- Fale com a redação
1. Declaração de independência
O Carta Brasil é um veículo jornalístico editorialmente independente. Declaramos publicamente que:
- Não somos controlados — editorial, societária ou economicamente — por governos, partidos políticos ou políticos com mandato.
- Não recebemos verba publicitária direta de governos, partidos ou políticos em campanha ou com mandato.
- Não aceitamos patrocínios com contrapartida editorial.
- Nossas decisões de pauta, apuração, edição e publicação são tomadas exclusivamente pela direção editorial, sem interferência de anunciantes, patrocinadores, assinantes ou qualquer outro agente externo.
- Nenhum representante da direção do Carta Brasil ocupa cargo eletivo, cargo de confiança em governo ou função partidária enquanto atua no veículo.
O descumprimento comprovado de qualquer um desses pontos é motivo de correção pública e, se for o caso, de afastamento do responsável.
2. Política de uso de fontes e apuração
A qualidade da apuração é a base da credibilidade jornalística. No Carta Brasil, seguimos princípios claros sobre o uso de fontes:
- Identificação de fontes: fontes são identificadas sempre que possível. O uso de fontes anônimas (off) é tratado como exceção — reservado para casos em que a identificação coloque a fonte em risco ou comprometa a apuração — e nunca como prática predominante.
- Pluralidade: buscamos pelo menos duas fontes independentes para afirmações factuais sensíveis. Narrativas baseadas em fonte única são explicitadas como tais.
- Direito de resposta: pessoas ou organizações criticadas ou acusadas em nossas matérias têm seu lado ouvido antes da publicação. Se a resposta não é obtida em tempo hábil, a matéria informa que o contato foi tentado e o esforço fica registrado.
- Links para fontes documentais: quando a matéria se apoia em leis, decisões judiciais, relatórios, notas oficiais ou estudos públicos, linkamos o documento original sempre que ele for acessível online.
- Versões duvidosas: não amplificamos versões sem apuração mínima. Quando uma afirmação não tem checagem possível, informamos isso ao leitor.
- Checagem de fatos: matérias autorais passam por revisão antes da publicação. Erros identificados após a publicação seguem a política de correção.
3. Política de diversidade
Um jornalismo representativo parte de quem fala e de quem produz. O Carta Brasil trabalha com dois compromissos de diversidade:
Diversidade editorial (fontes e personagens):
- Procuramos equilibrar gênero, etnia, raça, origem regional e posição ideológica nas fontes consultadas para cada matéria.
- Não tratamos perspectivas minoritárias como exceções exóticas — elas são parte da cobertura cotidiana.
- Evitamos estereótipos e generalizações na forma como pessoas e grupos são nomeados e descritos.
Diversidade na redação:
- Hoje o Carta Brasil opera com uma equipe reduzida — dois cofundadores, uma mulher e um homem. Reconhecemos que esse recorte é pequeno e limitado.
- Assumimos publicamente o compromisso de ampliar a diversidade de gênero, etnia, raça e origem na formação da redação, com atenção especial a cargos de liderança, à medida que a equipe crescer.
- Processos seletivos futuros considerarão diversidade como critério, sem substituir competência técnica e editorial.
4. Política de apoio eleitoral
O Carta Brasil, como veículo institucional, não apoia candidaturas a cargos eletivos. Nossa posição editorial é crítica e analítica — não partidária.
Se, em alguma eleição específica, a direção editorial decidir manifestar apoio a uma candidatura, esse apoio será:
- Declarado publicamente em editorial assinado pela direção, antes do período em que possa influenciar o voto.
- Claramente separado das matérias de cobertura eleitoral, que seguirão critérios jornalísticos comuns a todas as candidaturas.
- Explicado quanto a motivação e critérios, com respeito à inteligência do leitor.
Opiniões pessoais de colunistas e articulistas convidados não refletem necessariamente a posição institucional do Carta Brasil. Quando houver opinião sobre candidaturas, ela será identificada como tal na matéria.
5. Política de correção de erros
O Carta Brasil está comprometido com a precisão factual. Erros identificados após a publicação são tratados com a seriedade que a prática jornalística exige.
Tipos de correção:
- Correção factual: quando há erro de dado, nome, data, número ou citação, a matéria é corrigida e recebe uma nota de errata ao final, indicando o que foi alterado e quando.
- Atualização: quando novos fatos surgem após a publicação, a matéria pode ser atualizada com nota de "atualizada em [data/hora]".
- Retratação: em casos de erro grave que comprometa a integridade da matéria, publicamos uma retratação pública com as mesmas condições de visibilidade da matéria original.
Divulgação da correção: quando a matéria original foi distribuída em redes sociais, newsletter ou outros canais, a correção também é comunicada nesses mesmos canais, buscando alcance e destaque equivalentes ao do conteúdo corrigido. Não escondemos correção.
Como reportar um erro: envie um email para redacao@cartabrasil.com.br com o link da matéria e a descrição do erro. Todas as comunicações são avaliadas e respondidas.
Matérias corrigidas mantêm o link original. O histórico de alterações relevantes fica registrado na nota de errata.
6. Identificação de autoria
Toda matéria publicada no Carta Brasil identifica seu autor, quando produzida por jornalista ou colaborador da redação. O nome do autor aparece no corpo da matéria e no topo, junto da data de publicação.
Matérias agregadas de fontes públicas (por exemplo, despachos da Agência Brasil / EBC) identificam explicitamente a fonte original.
Editoriais institucionais, quando não assinados individualmente, são de responsabilidade da direção do Carta Brasil, listada na página Expediente.
7. Identificação de conteúdos patrocinados
O Carta Brasil separa de forma inequívoca conteúdo jornalístico e conteúdo publicitário. A confiança do leitor depende dessa distinção clara.
Publicidade programática (Google AdSense):
- Os anúncios exibidos no portal são servidos pela plataforma Google AdSense e ficam claramente identificados como "Anúncio" ou "Ads".
- A seleção desses anúncios é automatizada e não influencia a pauta, o conteúdo ou a opinião das matérias publicadas.
- Assinantes Premium não visualizam anúncios.
Conteúdo patrocinado ou branded content:
- Quando houver conteúdo produzido em parceria com marcas ou patrocinadores, ele será identificado com o selo "Conteúdo patrocinado" no topo, visível desde a listagem até o corpo da matéria.
- Esse tipo de conteúdo nunca se mistura ao noticiário, editorial ou análises jornalísticas do Carta Brasil.
- Patrocinadores não têm interferência editorial na produção jornalística regular.
Na data de publicação desta política, o Carta Brasil não possui conteúdo patrocinado. Caso venha a adotar essa prática, o leitor será informado e esta política será atualizada.
8. Transparência de financiamento
O Carta Brasil é um veículo jornalístico independente, sustentado por fontes de receita transparentes:
- Assinaturas Premium: principal fonte de receita, paga pelos leitores que optam por navegação sem anúncios e acesso a conteúdo exclusivo. O preço é público e está na página Premium.
- Publicidade programática: anúncios servidos via Google AdSense, sem relação editorial com matérias publicadas.
Diversificação de receitas: reconhecemos que depender de uma única fonte de receita é um risco editorial. Por isso, trabalhamos para manter uma base diversificada: assinaturas de leitores, publicidade programática e, no futuro, possíveis parcerias de distribuição de conteúdo e apoios institucionais sem contrapartida editorial. Novas fontes de receita serão divulgadas nesta página.
O que não recebemos:
- Verba publicitária direta de governos ou partidos políticos.
- Patrocínios de empresas que comprometam a independência editorial.
- Financiamento de fundos privados com contrapartida editorial.
Nossa meta é que, com o crescimento da base de assinantes, a receita de assinaturas seja suficiente para sustentar 100% da operação — e os anúncios possam ser removidos de todos os leitores.
9. Política de uso de inteligência artificial
O Carta Brasil é transparente sobre o uso de ferramentas de inteligência artificial em seu fluxo de produção editorial. Essa transparência é uma obrigação com o leitor.
Onde a IA é usada:
- Curadoria e triagem: ferramentas de IA são usadas para monitorar, categorizar e priorizar matérias de fontes agregadas (como a Agência Brasil).
- Apoio à apuração: IA pode ser usada como ferramenta auxiliar de pesquisa, sumarização de documentos públicos e revisão ortográfica.
- Áudio das notícias: as versões em áudio das matérias disponíveis para assinantes Premium são geradas por síntese de voz (text-to-speech), com indicação clara dessa origem.
Onde a IA não substitui a redação:
- Toda matéria autoral do Carta Brasil passa por edição humana obrigatória antes da publicação.
- Editoriais, análises e opiniões são escritos integralmente por pessoas.
- IA generativa não é usada para criar conteúdo sem revisão humana.
Identificação visual: quando uma matéria é integralmente gerada ou fortemente assistida por IA, ela receberá marcação específica no topo, de forma visível ao leitor. Hoje, nenhuma matéria publicada se encaixa nessa categoria.
Esta política pode evoluir com o avanço das ferramentas e das práticas do setor. Mudanças relevantes serão comunicadas ao leitor.
10. Ambiente de trabalho e combate ao assédio
O Carta Brasil assume compromisso público de manter um ambiente de trabalho seguro, respeitoso e livre de assédio de qualquer natureza.
Não toleramos:
- Assédio moral — condutas repetitivas que humilham, constrangem ou expõem colaboradores.
- Assédio sexual — investidas, insinuações, contato físico indesejado ou pressão por favores sexuais.
- Discriminação ou assédio por raça, etnia, cor, gênero, orientação sexual, identidade de gênero, religião, origem, classe social ou deficiência.
- Retaliação contra quem reporte, de boa-fé, uma ocorrência.
Canal de denúncia: colaboradores internos e externos (incluindo fontes, entrevistados e leitores) que queiram reportar uma conduta inadequada por parte de qualquer integrante do Carta Brasil podem escrever diretamente para redacao@cartabrasil.com.br. Denúncias recebidas são tratadas com sigilo, apuradas pela direção e, se confirmadas, resultam em medidas proporcionais à gravidade do caso, incluindo afastamento.
À medida que a equipe cresce, este canal será complementado por um mecanismo formal de denúncias com garantia adicional de anonimato.
11. Declaração de acessibilidade
O Carta Brasil acredita que informação de qualidade é um direito de todos — incluindo pessoas com deficiência. Por isso, mantemos o compromisso de aproximar nosso portal das recomendações da WCAG 2.1 nível AA e da Lei Brasileira de Inclusão (Lei nº 13.146/2015).
Recursos já implementados:
- Marcação semântica (HTML5) com uso de cabeçalhos, landmarks e listas estruturadas.
- Atributos ARIA em componentes interativos (menus, popups, botões).
- Contraste de cores elevado entre texto e fundo.
- Layout responsivo, adaptável a leitores de tela e diferentes tamanhos de tela.
- Áudio das notícias para assinantes Premium — alternativa para quem prefere ouvir.
Em evolução: seguimos trabalhando para ampliar legendas automáticas, alternativas textuais em imagens e navegação por teclado em todos os componentes.
Problemas de acessibilidade? Se você encontrou uma barreira no portal, escreva para redacao@cartabrasil.com.br. Sua contribuição nos ajuda a melhorar.
12. Fale com a redação
Correções, dúvidas editoriais, sugestões de pauta e críticas são bem-vindas.
- Redação: redacao@cartabrasil.com.br
- Formulário de contato: página de contato
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